Foi numa capela erguida por Jerônimo de Camargo, num 24 de junho, que Atibaia começou. A Matriz atual guarda o painel do Batismo de Jesus pintado por Benedito Calixto em 1911 e é o ponto de partida da alvorada do aniversário da cidade.
Proibidos de rezar na Matriz, os negros escravizados de Atibaia ergueram a própria igreja no século XVIII. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é hoje o palco dos mastros, da cavalhada e das congadas entre o Natal e o Dia de Reis.
Azul, Verde, Rosa e Vermelha: os quatro ternos de congada de Atibaia nasceram nas festas de Natal da época da escravidão e seguem saindo às ruas do centro. Saiba de onde vem a tradição, o que acontece em cada dia do Ciclo Natalino e como assistir com respeito.
Em cima, os vereadores decidiam o rumo da vila; embaixo, ficavam os presos. O casarão de 1836 na Praça Bento Paes é hoje o Museu Municipal João Batista Conti, primeiro prédio de Atibaia tombado pelo Iphan. Veja o que ele guarda e como visitar.
Começou como casa térrea de taipa de pilão no século XVIII, ganhou o andar de cima nos anos 1840, abrigou o Partido Liberal e quase veio abaixo em 1961. A história do Casarão Júlia Ferraz é também a história de quem lutou para que ele ficasse de pé.
Da Matriz de 1665 ao coreto que homenageia Silvio Caldas, do escadão da Via Sacra ao cruzeiro com um galo no topo: um roteiro a pé pelo centro histórico de Atibaia, com a história de cada parada e o que observar no caminho.
Uma barragem no Rio Atibaia, erguida nos anos 1920 com terras doadas e dinheiro emprestado, levou luz a Atibaia e às cidades vizinhas. A usina parou em 1970, mas a represa ficou, deu nome a um bairro e hoje é uma área de proteção ambiental.
Antes de ser cidade, Atibaia era um rio. Ele nasce em Bom Jesus dos Perdões, da água que sai do Sistema Cantareira, corta o município, enche a torneira de três em cada quatro moradores e segue 165 quilômetros até virar o Piracicaba.
Atibaia teve trem de verdade de 1884 a 1967, pela Estrada de Ferro Bragantina. Décadas depois, um empresário apaixonado por ferrovias ergueu uma estação inteira, com trilhos e locomotivas, na Jerônimo de Camargo. O museu fechou em 2009; a estação continua lá.